
Como não gostar de mulheres, sendo afilhada de Judith, ela que também cresceu em ambiente feminino, cercada pela voz rigorosa e católica de seu pai, único homem da família. Nenhuma regra lhe calou o gosto pela arte, a "ousadia" de tocar violão, a intensa alegria nos velhos carnavais, o gosto pela música (...pelas filarmônicas !), pela poesia e pela política que vivia espontaneamente numa Igreja ou numa Prefeitura?
Como não gostar de mulheres e mulherices, sendo filha de Onélia, da letra bordada, de tecidos bordados, alguns cerzidos, de mãos prendadas, olhar exigente e sensível, como é o de (quase) toda libriana? Há maior mulherice que fazer curso de corte&costura, aulas de culinária, ler figurinos e frequentar "modista"? Isso tudo a minha mãe fazia.
Sou de uma família de muitas mulheres e tenho quatro irmãs. Até hoje nossos pais se referem a nós como "as meninas" e a gente rejuvenesce a cada chamado deles. Nós, as "cincas" da minha casa, adoramos mulheres e mulherices e gostamos tanto que adotamos irmãs na vida. Tenho irmãs escolhidas!
Lília Rezende
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOiiiiiiiiii,
ResponderExcluirLinda, mulher!!!
Leve, forte e sensível.
Beijinhos